segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Visita Tecnica a empresa Vale Fertilizantes




INSTITUTO FEDERAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO TRIÂNGULO MINEIRO
GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA 6º PERIODO
ADUBOS E ADUBAÇÃO

4° turma do Curso de Engenharia Agronômica – 6° período


Um dos assuntos mais estudados no Brasil, nos últimos 30 anos, refere-se ao uso de fosfatos naturais para as mais diversas condições de solos, climas e culturas.

Foi realizado por alunos do curso de Engenharia Agronômica do Instituto Federal  do Triangulo Mineiro visita técnica a empresa Vale Fertilizantes, localizada na cidade de Uberaba-MG.

Sob supervisão dos professores Júlio Cesar, e Luiz Augusto, onde podemos através de palestra, conhecer melhor as propriedades do material fosfático que vem da rocha. Este trabalho de pesquisa permitiu estabelecer uma série de pontos importantes a serem levados em conta na tomada de decisão sobre uso desses produtos no processo produtivo.

Fosfato

A utilização correta dos fosfatos naturais envolve conceitos, estratégias e critérios teóricos e práticos.
A eficiência dos minerais de baixa reatividade tende, entretanto, a aumentar com o passar dos anos, quando o solo é submetido às práticas normais de preparo  (aração e gradagem), no sistema convencional de produção, que levam a uma mistura do mesmo na camada arável (DIAS, et al, ).


A maioria dos fosfatos naturais brasileiros de baixa reatividade (Araxá, Patos, Catalão, Abaeté, dentre outros) é de origem magmática, formados principalmente por apatitas, em geral com 4 a 5 % de P2O5 solúvel em ácido cítrico e com teores de P2O5 total de 28 a 30 %. Esses produtos apresentam baixa eficiência agronômica para culturas de ciclo curto e anuais, mesmo quando finamente moídos para passar 85 % em peneira de 0,075 mm, aplicados a lanço e em solos com pH em água até 5,5 (LOPES;et al.)


Gesso
O gesso é um importante insumo para a agricultura, mas, por suas características, tem seu emprego limitado a situações particulares bem definidas, uma vez que o uso indiscriminado e sem critérios pode acarretar problemas em vez de benefícios para o agricultor.

Objetivo

O Objetivo desta visita foi aprender de forma pratica todos os conceitos e implicações com relação ao uso da matéria fosfático no solo.


Critérios estabelecidos por LOPES, Alfredo Scheid e publicados na 4a Aproximação das Recomendações para Uso de Corretivos e Fertilizantes em Minas Gerais (CFSEMG, 1989).



sábado, 17 de dezembro de 2016

Importancia da Analise Foliar




INSTITUTO FEDERAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO TRIÂNGULO MINEIRO
GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA 6º PERIODO
ADUBOS E ADUBAÇÃO

Carlos Cesar Silva de brito

4° turma do Curso de Engenharia Agronômica – 6° período

Analise Foliar

A análise foliar e uma prática complementar à análise de solo ou mesmo a outros critérios de avaliação como a diagnose visual de deficiências ou de excessos de nutrientes, como critério de identificação de problemas nutricionais ou mesmo a avaliação do equilíbrio nutricional.

Para a correta utilização da análise foliar, um aspecto importante é a época de amostragem e a escolha do tecido a ser colhido. A época recomendada é quando 50 % das plantas do talhão se apresentar em início do florescimento.

Deve-se colher, por talhão, em torno de 35 folhas trifoliolodas recém-maduras, sem pecíolo, que, de modo geral, correspondem à terceira ou quarta folha a partir do ápice da haste principal.

• Dividir a propriedade em talhões, considerando a uniformidade de cada talhão.

• Coletar as folhas conforme indicado na Amostragem de folhas, acondicionando-as em sacos de papel limpos. Não utilizar sacos com contaminantes, como restos de planta, solo ou outros produtos, que poderão interferir na análise. Anotar as informações do talhão no saco de papel.

• Não coletar folhas danificadas por insetos, nem folhas com manchas ou aspecto anormal, a não ser que a possível causa dessa anormalidade seja de origem nutricional. Neste caso, coletar separadamente folhas de área consideradas normais e anormais e anotar essa informação no saco de papel.

• Caso sejam coletadas folhas que tenham recebido aplicação de adubo foliar ou defensivos, informar a data de aplicação, o tipo de produto e a dosagem, ou qualquer outra informação que julgar necessário. Essas observações possibilitarão evitar desvios de interpretação e melhorar o nível de entendimento dos resultados.

• Enviar as folhas o mais rápido possível para um laboratório de sua confiança. Não sendo possível, secar as folhas à sombra e posteriormente enviar para o laboratório.



segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Importância da Cobertura do Solo na Agricultura



INSTITUTO FEDERAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO TRIÂNGULO MINEIRO
GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA AGRONÔMICA 6º PERIODO
ADUBOS E ADUBAÇÃO




4° turma do Curso de Engenharia Agronômica – 6° período
Carlos Cesar Silva de Brito







Cobertura do Solo

Importância da Cobertura do Solo na Agricultura



A cobertura do solo e de grande importância para agricultura pelo fato de favorecer plenamente as necessidades bióticas e abióticas do solo, favorecendo muitos microrganismos que vivem neste local, além do aumento da atividade microbiana,  reduz a infestação de plantas daninhas, diminui a compressão e a compactação, controla algumas pragas do solo e melhora a sua estrutura. São muitos os benefícios que a cobertura do solo pode proporcionar, e existem duas formas de cobertura do solo: a cobertura morta e a cobertura viva.


COBERTURA MORTA


Na cobertura morta o material orgânico de alta relação carbono e nitrogênio como palhas, cascas de árvores e outros materiais fibrosos, garantem um tempo maior de proteção ao solo, com sensível redução das perdas de solo e de água. A primeira semana que  procede a decomposição no solo ocorre uma reação de imobilização microbiana do nitrogênio juntamente com outros nutrientes, esta imobilização pode afetar plantas , causando deficiências ou até injúrias mais sérias.
Uma forma de se evitar este desequilíbrio e preciso que juntamente com os materiais ricos em carbono C, haja um adequado suprimento de pequenas quantidades de fontes de nitrogênio N, na agricultura  recomenda-se a rotação de culturas e a adubação verde alternadas: gramíneas e leguminosas.
Para cobertura do solo, o melhor sistema é fazer a picagem da fitomassa, com implementos rolo-faca ou roçadeira, sem incorporar. Em solos bem estruturados e em culturas perenes (ex: adubos verdes em pomares), é conveniente que a massa vegetal seja bem picada.
Quando aplicado em solos fracos, sujeitos à erosão e em recuperação é recomendado utilizar fitomassa com relação carbono-nitrogênio C/N alta, devendo ser pouco picada.
No caso de restos de culturas com alta relação C/N, faça-se a sub incorporação logo após a colheita, para haver tempo para a sua decomposição, e não afetar as novas plantas.


COBERTURA VIVA


As vantagens e resultados da cobertura morta podem ser obtidos com a cobertura viva, ou seja, a própria cobertura vegetal do terreno. Esta cobertura pode ser a manutenção e o manejo de plantas pioneiras, ou o emprego de adubos verdes.
O sistema que utiliza cobertura viva possibilita melhores resultados, pelo fato da massa orgânica de raízes promoverem o desenvolvimento da vida do solo, promovendo o surgimento a presença de microrganismos e minhocas, e fornece nutrientes essenciais para as plantas.
Esta obra apresenta, de maneira bem clara e ordenada, os conceitos básicos da agricultura orgânica; como obter o selo orgânico; as certificadoras; as etapas da certificação; os produtos permitidos e os proibidos na agricultura orgânica; as técnicas básicas do cultivo; o preparo do solo; a adubação orgânica; as receitas de compostos orgânicos; os adubos verdes; o manejo das ervas invasoras; normas atualizadas do Ministério da Agricultura; métodos de comercialização, dentre outros.


Implantação do sistema

A fase de implantação pode ser definida como os primeiros cinco anos utilizando culturas anuais, com plantio direto adubado. Antes de iniciar o plantio e necessário proceder de acordo com o sistema convencional, amostras ao acaso, utilizando um trado ou uma pá, coleta a amostra na camada 0 a 20 cm. Alguns cuidados devem ser levados em conta, pois, pesquisas têm demonstrado que as doses de calcário aplicado nas culturas são menor no sistema plantio direto, em relação ao sistema convencional, principalmente pelo efeito da matéria orgânica acumulada e na diminuição da toxidez de alumínio. Por isso antes da implantação do sistema o cálculo da calagem deve ser feito com base na amostragem na camada de 0 a 20 cm, sendo a dose calculada para essa camada e, de preferência, utilizando-se um calcário um pouco mais grosso (reatividade entre 50 e 60 %) com a finalidade de prolongar o efeito residual (SÀ, 1998)
Após a implantação do sistema, as doses de calcário podem ser reduzidas para um terço, quando a amostragem for feita na camada de 0 a 20 cm, e à metade, quando a  amostragem for feita na camada de 0 a 10 cm, utilizando-se um calcário de granulometria mais fina. Como princípio, a calagem no sistema plantio direto deve ser feita com pequenas doses anuais, ao invés de altas doses a cada três ou quatro anos, como no sistema convencional (SÀ, 1998)


NRS/SBCS.Comissão de fertilidade do solo RS/SC – Núcleo Regional Sul/SBCS. Recomendações de
adubação e calagem no sistema plantio direto (1a versão) Resumo do Workshop: Adubação e

Calagem em Sistema Plantio Direto, Santa Maria, RS, 4 de setembro de 1997. 3p. 1997