segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Importância da Cobertura do Solo na Agricultura



INSTITUTO FEDERAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO TRIÂNGULO MINEIRO
GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA AGRONÔMICA 6º PERIODO
ADUBOS E ADUBAÇÃO




4° turma do Curso de Engenharia Agronômica – 6° período
Carlos Cesar Silva de Brito







Cobertura do Solo

Importância da Cobertura do Solo na Agricultura



A cobertura do solo e de grande importância para agricultura pelo fato de favorecer plenamente as necessidades bióticas e abióticas do solo, favorecendo muitos microrganismos que vivem neste local, além do aumento da atividade microbiana,  reduz a infestação de plantas daninhas, diminui a compressão e a compactação, controla algumas pragas do solo e melhora a sua estrutura. São muitos os benefícios que a cobertura do solo pode proporcionar, e existem duas formas de cobertura do solo: a cobertura morta e a cobertura viva.


COBERTURA MORTA


Na cobertura morta o material orgânico de alta relação carbono e nitrogênio como palhas, cascas de árvores e outros materiais fibrosos, garantem um tempo maior de proteção ao solo, com sensível redução das perdas de solo e de água. A primeira semana que  procede a decomposição no solo ocorre uma reação de imobilização microbiana do nitrogênio juntamente com outros nutrientes, esta imobilização pode afetar plantas , causando deficiências ou até injúrias mais sérias.
Uma forma de se evitar este desequilíbrio e preciso que juntamente com os materiais ricos em carbono C, haja um adequado suprimento de pequenas quantidades de fontes de nitrogênio N, na agricultura  recomenda-se a rotação de culturas e a adubação verde alternadas: gramíneas e leguminosas.
Para cobertura do solo, o melhor sistema é fazer a picagem da fitomassa, com implementos rolo-faca ou roçadeira, sem incorporar. Em solos bem estruturados e em culturas perenes (ex: adubos verdes em pomares), é conveniente que a massa vegetal seja bem picada.
Quando aplicado em solos fracos, sujeitos à erosão e em recuperação é recomendado utilizar fitomassa com relação carbono-nitrogênio C/N alta, devendo ser pouco picada.
No caso de restos de culturas com alta relação C/N, faça-se a sub incorporação logo após a colheita, para haver tempo para a sua decomposição, e não afetar as novas plantas.


COBERTURA VIVA


As vantagens e resultados da cobertura morta podem ser obtidos com a cobertura viva, ou seja, a própria cobertura vegetal do terreno. Esta cobertura pode ser a manutenção e o manejo de plantas pioneiras, ou o emprego de adubos verdes.
O sistema que utiliza cobertura viva possibilita melhores resultados, pelo fato da massa orgânica de raízes promoverem o desenvolvimento da vida do solo, promovendo o surgimento a presença de microrganismos e minhocas, e fornece nutrientes essenciais para as plantas.
Esta obra apresenta, de maneira bem clara e ordenada, os conceitos básicos da agricultura orgânica; como obter o selo orgânico; as certificadoras; as etapas da certificação; os produtos permitidos e os proibidos na agricultura orgânica; as técnicas básicas do cultivo; o preparo do solo; a adubação orgânica; as receitas de compostos orgânicos; os adubos verdes; o manejo das ervas invasoras; normas atualizadas do Ministério da Agricultura; métodos de comercialização, dentre outros.


Implantação do sistema

A fase de implantação pode ser definida como os primeiros cinco anos utilizando culturas anuais, com plantio direto adubado. Antes de iniciar o plantio e necessário proceder de acordo com o sistema convencional, amostras ao acaso, utilizando um trado ou uma pá, coleta a amostra na camada 0 a 20 cm. Alguns cuidados devem ser levados em conta, pois, pesquisas têm demonstrado que as doses de calcário aplicado nas culturas são menor no sistema plantio direto, em relação ao sistema convencional, principalmente pelo efeito da matéria orgânica acumulada e na diminuição da toxidez de alumínio. Por isso antes da implantação do sistema o cálculo da calagem deve ser feito com base na amostragem na camada de 0 a 20 cm, sendo a dose calculada para essa camada e, de preferência, utilizando-se um calcário um pouco mais grosso (reatividade entre 50 e 60 %) com a finalidade de prolongar o efeito residual (SÀ, 1998)
Após a implantação do sistema, as doses de calcário podem ser reduzidas para um terço, quando a amostragem for feita na camada de 0 a 20 cm, e à metade, quando a  amostragem for feita na camada de 0 a 10 cm, utilizando-se um calcário de granulometria mais fina. Como princípio, a calagem no sistema plantio direto deve ser feita com pequenas doses anuais, ao invés de altas doses a cada três ou quatro anos, como no sistema convencional (SÀ, 1998)


NRS/SBCS.Comissão de fertilidade do solo RS/SC – Núcleo Regional Sul/SBCS. Recomendações de
adubação e calagem no sistema plantio direto (1a versão) Resumo do Workshop: Adubação e

Calagem em Sistema Plantio Direto, Santa Maria, RS, 4 de setembro de 1997. 3p. 1997

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